“Alto Astral” se limitou ao clichê
09/05/2015 às 10h34

Ontem terminou na tela da Globo mais uma novela que ficará marcada na história da emissora. “Alto Astral” encerrou com a sensação de dever cumprido, pois depois de uma sucessão de novelas que naufragaram na audiência, a trama de Daniel Ortiz estancou a queda, elevou os números e ainda conseguiu o feito histórico de vencer o produto que deveria ser a maior audiência da televisão brasileira, a novela das 9.
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Desde o início a trama mostrava grande potencial, pois conseguiu juntar todos os ingredientes característicos do horário, além de abordar a espiritualidade, novelas com esse tipo de temática costumam se dar bem com o público. Elogios a parte, a trama foi extremamente clichê, principalmente nesse último capítulo, o tradicional casamento dos mocinhos e a idealização da família perfeita brincando na praia, é clichê? Claro que é, mas da certo, e o autor agiu bem ao fazer essas escolhas.
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Quem não se lembra de “Além do Horizonte” e “Geração Brasil”? A primeira se passava em um cenário pouco usado, digamos assim, “no meio do nada”, tinha uma pegada de série, a outra o mundo novo da tecnologia, dois extremos que tentaram inovar, e nenhuma delas deram certo.
É errado ser clichê? Depende do ponto de vista, para os mais jovens talvez seja, pois é característico da geração querer novidades, mas a grande massa que assiste diáriamente as produções de teledramaturgia são pessoas mais velhas, de outra geração, com outra bagagem de vida e gostam de coisas mais tradicionais, o famoso arroz com feijão. E se o objetivo é conquistar audiência, pode-se afirmar que a novela foi mais do mesmo, com uma roupagem diferente, mas que deu muito certo.
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Por Mauricio Freitas
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