INTERDITADO!

10 toneladas de carne PODRE, moscas e até larvas: Anvisa interdita açougue n°1 em SP após flagra de nojeira

Fiscalização da Anvisa encontra condições insalubres em açougue de SP com carne imprópria

Fiscalização da Anvisa encontra condições insalubres em açougue de SP com carne imprópria (Foto: Montagem/TV Foco)

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Anvisa interdita açougue em SP após encontrar 10 toneladas de carne podre, larvas e moscas! Entenda o caso

No final de 2023, mais precisamente em 20 de dezembro, um impactante caso de saúde pública ocorreu no litoral de São Paulo. Uma operação policial expôs condições sanitárias deploráveis em uma rede de açougues, exigindo ação imediata.

Na ocasião, autoridades descobriram cerca de dez toneladas de carne em decomposição, algumas com moscas e larvas. Essa descoberta alarmante levou, por conseguinte, à interdição de cinco estabelecimentos da rede para proteger os consumidores.

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A partir de informações divulgadas pelo portal “G1”, a equipe do TV Foco, especializada em Vigilância Sanitária e Fiscalização, traz agora os detalhes consolidados sobre o assunto.

Desenvolvimento da operação

Nesse sentido, em resposta às denúncias, a Polícia Civil fechou cinco lojas pertencentes à mesma rede. Os estabelecimentos interditados localizavam-se nas cidades de Itanhaém (1), Mongaguá (2) e Peruíbe (2), na Baixada Santista.

Durante a fiscalização conjunta, as equipes sanitárias e policiais descartaram aproximadamente 10 toneladas de carnes. Assim. consideraram esses produtos totalmente impróprios para o consumo humano devido ao avançado estado de putrefação.

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Fiscalização encontra produtos impróprios (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Condições encontradas nos açougues

Os alimentos apresentavam estado de deterioração evidente, com presença de larvas, moscas e bolor. Ademais, a fiscalização também constatou que os responsáveis reembalavam a carne estragada para vendê-la a preços baixos, enganando os clientes.

Essa prática representava um grave risco à saúde pública, similar a problemas sanitários severos já vistos em outros comércios. O consumo poderia causar sérias intoxicações alimentares.

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Investigações e autuações

As investigações começaram após múltiplas denúncias anônimas contra a rede. A ação coordenada envolveu a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária local e peritos criminais para uma apuração completa.

As equipes identificaram diversas irregularidades graves. Entre elas estavam a falta de licenças sanitárias, falhas estruturais nos prédios e condições inadequadas de armazenamento dos produtos cárneos.

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Açougue é fechado em operação que expõe práticas desastrosas de higiene (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Responsabilização dos gerentes

Diante das provas, as autoridades policiais autuaram em flagrante sete gerentes das unidades fiscalizadas. Eles responderam por crime contra as relações de consumo, pois expuseram a saúde dos clientes a perigo direto

Para que respondessem ao processo em liberdade, o delegado arbitrou uma fiança individual. O valor estipulado foi de R$ 5 mil para cada gerente autuado na operação.

Prisão adicional durante a ação

Paralelamente à questão sanitária, a operação resultou na prisão de um açougueiro de 29 anos. A polícia o deteve por ser foragido da Justiça do Paraná, acusado de participar de um homicídio em Maringá (2016).

Essa captura ilustra como fiscalizações podem revelar outras irregularidades, tal como quando a Anvisa interditou um açougue em outro estado por motivos sanitários.

Toneladas de carne podre em estabelecimento interditado (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Detalhes por município

Em Itanhaém, a vigilância inspecionou três locais, interditando um por más condições de higiene e armazenamento inadequado. Em Peruíbe, as autoridades fecharam dois açougues, apreendendo mais de 1,5 tonelada de carne imprópria.

Na cidade de Mongaguá, outras duas unidades foram interditadas devido ao risco sanitário. Nesses locais, as equipes descartaram mais 980 kg de carnes estragadas encontradas.

Situação atual e reabertura

As vigilâncias municipais determinaram que os açougues só poderiam reabrir após realizarem todas as adequações sanitárias exigidas. A medida visava garantir a segurança dos alimentos vendidos futuramente.

Embora o G1 não tenha conseguido contato na época, informações de 2025 indicam que a rede “Casa de Carnes Boi” continua operando, sugerindo que as correções foram feitas. A reabertura condicionada é padrão, como em interdições de outros tipos de estabelecimentos.

Qual o papel da Anvisa nesse tipo de fiscalização?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criada em 1999, é fundamental na proteção da saúde pública no Brasil. A autarquia federal regula e fiscaliza produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária em todo o país.

Desse modo, seu objetivo é controlar desde a produção até o consumo, podendo interditar locais irregulares e coordenar ações com vigilâncias locais e estaduais.

Em resumo, a operação resultou em:

Considerações finais

Dessa forma, este caso reforça a importância fundamental da vigilância sanitária rigorosa e contínua. A fiscalização previne riscos à saúde pública associados ao consumo de alimentos inadequados.

A colaboração entre órgãos públicos e a participação da população com denúncias são, portanto, essenciais. Assim, essas ações conjuntas garantem a segurança dos produtos oferecidos aos consumidores brasileiros.

Autor(a):

Por dentro dos assuntos sobre televisão desde 2008. A partir de 2012, passou a colaborar para o TV Foco com responsabilidade e credibilidade aos leitores.

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