Um açougue muito tradicional e famoso em Cuiabá, no Mato Grosso, não resistiu a crise econômica e acabou tendo sua falência decretada
Por anos, um açougue renomado foi referência em cortes nobres e atendimento diferenciado em Cuiabá, no Mato Grosso, até que enfrentou uma terrível crise e acabou tendo sua falência decretada.
Reconhecido pela qualidade de suas carnes e pelo compromisso com a excelência, o estabelecimento se tornou um ponto obrigatório para consumidores exigentes e restaurantes de alto padrão.
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Contudo, o que parecia sólido, enfrentou desafios insuperáveis. Após um período de dificuldades, o inevitável aconteceu: a falência foi decretada, marcando o fim de uma trajetória quase inabalável.
Trata-se do açougue responsável pela marca ‘Carnes Vargas’. Conforme apurado pelo TV FOCO, a marca famosa no Cuiabá não conseguiu superar uma crise econômica e chegou ao fim em 2023.
O começo do fim
O processo de recuperação judicial iniciado em 2022 era uma tentativa desesperada de reerguer a empresa e honrar suas dívidas, que se acumulavam em uma cifra assustadora: quase R$ 2 milhões.
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Mesmo com esforços contínuos, a situação se agravou a ponto de o próprio açougue solicitar a conversão do processo para falência, alegando falta de condições para continuar operando.
A decisão final foi tomada pela juíza Anglisey Solivan de Oliveira em dezembro de 2023. Assim, considerando a inviabilidade da continuidade das atividades e o fato de que o estabelecimento já se encontrava fechado há meses.
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De acordo com o portal ‘Olhar Jurídico’, a casa de Carne Vargas, que começou sua história em 2016 com a promessa de revolucionar o setor de carnes nobres na cidade, não resistiu à crise.
O açougue acumulava dívidas superiores a R$ 30 mil em pendências trabalhistas, mais de R$ 60 mil com empresas parceiras e impressionantes R$ 1,8 milhão com bancos e fornecedores.
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Entre os credores estavam gigantes como Bradesco, Caixa Econômica, Energisa, BRF e Itaú.
O que levou ao colapso?
Uma sequência de fatores pesou sobre a empresa. Investimentos ousados, tentativas de expansão, furtos em uma nova unidade em construção, embargo de obras e, por fim, o impacto brutal da pandemia de Covid-19.
A crise sanitária atingiu o setor de carnes de forma avassaladora, com alta dos insumos, aumento do dólar e queda nas vendas, criando um cenário insustentável.
Sem capital de giro suficiente e com bloqueios bancários que impediram a continuidade das operações, a Vargas foi forçada a admitir sua incapacidade de recuperação.
A falência, decretada pela Justiça mato-grossense, tem como objetivo arrecadar ativos remanescentes e aliená-los para pagamento dos credores.
A expectativa era de que, com a liquidação dos bens, parte das dívidas acabasse sendo quitada, encerrando de vez o capítulo da Casa de Carne Vargas no mercado cuiabano.
Considerações finais
- Em suma, o fim da Casa de Carne Vargas mostra como até negócios consolidados podem sucumbir diante de crises e decisões arriscadas.
- Ademais, o açougue, que já foi referência em Cuiabá, não conseguiu superar os desafios financeiros e encerrou suas atividades.
- A história deixa um alerta: uma boa gestão e adaptação ao mercado são essenciais para a sobrevivência de qualquer empresa.
- Agora, a marca Vargas se despede, ficando apenas na memória dos clientes que um dia confiaram em sua qualidade.
Qual a diferença entre falência e recuperação judicial?
Conforme informações do portal Vem Pra Dome, ambos os institutos têm como objetivo a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.
No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas.
A ideia da recuperação judicial é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa pague as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio, considerado irrecuperável.
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