Nova medida do Governo visa retirar o nome de pessoas, que se enquadram nesses requisitos, dos órgãos de proteção ao crédito como Serasa e SPC
A realidade de muitos quem residem no Brasil, têm sido se chocar cada vez mais em como as “coisas” andam cada vez mais caras .
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Levando em consideração que acabamos de sair de um período pandêmico complicado, as dificuldades financeiras somadas a esses aumentos, fazem com que a inadimplência seja praticamente inevitável.
E mesmo com a volta à “normalidade”, a recuperação econômica total, ainda segue em marcha lenta.
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Segundo um levantamento que foi feito pela própria Serasa, foi registrado cerca de 70,1 milhões de inadimplentes só em janeiro de 2023.
O número representa um aumento de 10,8 milhões de pessoas em relação ao registrado há 5 anos e estabelece um novo recorde do Serasa.
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“Perdão”
Diante dessa situação alarmante, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, divulgou nesta segunda feira (05), que irá dar inicio ao programa “Desenrola Brasil”, que têm como objetivo principal, a renegociação de dívidas de brasileiros inadimplentes.
Ele disse que uma medida provisória para a instauração do programa já está pronta para que seja montado o sistema eletrônico de renegociação.
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Segundo o Jornal “O Globo”, em uma entrevista concedida a imprensa geral, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, ele garantiu que programa tem potencial de atingir 30 milhões de pessoas que estão com CPFs “negativados”.
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No entanto, 1,46 milhão de inadimplentes pode ter o nome retirado das listas sujas imediatamente após o início do programa. São pessoas que estão inscritas em sistemas como Serasa e SPC por dívidas inferiores a R$ 100.
Como muitos sabem, essa negativação impede muitos de conseguir uma nova linha de crédito. E essa medida tende a “obrigar” instituições financeiras de limpar o nome dos que se encontram nessa condição, dando assim uma alusão a uma espécie de “perdão” da dívida.
Mais facilidades
Ainda segundo o Jornal “O Globo”, Haddad afirmou nesta segunda feira (05), que o próprio presidente Lula assinou a medida provisória (MP) que cria o programa “Desenrola”, desenhado para negociação de dívidas e uma promessa de campanha do petista.
A renegociação das dívidas, porém, só começarão a ser feitas em julho, quando o sistema ficar 100% pronto e com os credores devidamente cadastrados na plataforma.
O programa será voltado para quem recebe até dois salários mínimos e irá negociar até R$ 5 mil em dívidas. O ministro prevê que, pelo menos, 30 milhões de brasileiros sejam alcançados pela medida.
O programa vai juntar devedores, credores (que darão descontos) e bancos (que financiarão o pagamento das dívidas). Foram incluídos todo tipo de débito, mas como mencionamos, os setores públicos não irão entrar.
A maior parte das dívidas negativadas (66,3%) é com varejistas e companhias de água, gás e telefonia, que deverão participar das negociações.
Haverá um leilão reverso entre credores, organizado por categoria de crédito. Quem der mais desconto será contemplado no programa, apresentará a dívida com desconto para renegociar com as pessoas físicas e contará com garantia que sua dívida será saldada.
Como vai funcionar esse programa do Governo?
Para aderir ao programa, os bancos terão que retirar o nome dos devedores com dívidas bancárias até esse montante citado. Ou seja, retirar os nomes do vermelho e de birôs como Serasa.
Mas atenção! NÃO se trata exatamente de um perdão propriamente dito. Essa dívida apenas deixará de ser cobrada ativamente, ou seja, ela saíra dos órgãos de proteção ao crédito, mas continuará ativa para os credores.
Outra observação importante é que somente dívidas bancárias estarão incluídas nesse “alívio”. Ou seja, débitos, como água e luz, continuarão sendo cobrados normalmente.