Ministério da Justiça dá desculpa curiosa para reclassificar novela do SBT
04/11/2017 às 10h19
O Ministério da Justiça, órgão responsável por definir a classificação indicativa dos programas televisivos que vão ao ar no país, frequentemente surpreende as emissoras de TV com suas decisões. Algumas delas, inclusive, chegam quando o produto já está no ar, o que geralmente força o canal a fazer cortes na atração para adequá-la ao horário estabelecido pelo órgão.
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Quem sofreu recentemente com isso foi o SBT. É que mais uma novela mexicana adquirida pelo canal, “Um Caminho Para o Destino”, foi reclassificada de “livre” para “não recomendada para menores de 10 anos”. Até aí, tudo bem. Não causaria estranheza se não fosse uma das motivações apontadas pelo órgão para reclassificar o folhetim.
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De acordo com informações obtidas pela jornalista Patricia Kogut, o Ministério da Justiça resolveu mudar a faixa etária recomendada pelo fato da trama conter “supervalorização da beleza física, bullying, preconceito, ato violento, agressão verbal e morte intencional”. O primeiro termo, “supervalorização da beleza”, não é nada comum em reclassificações do tipo.
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA RECLASSIFICA NOVELA QUE JÁ ACABOU
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Exibida entre janeiro e setembro desse ano, a novela “O Que a Vida Me Roubou” só foi reclassificada pelo Ministério de Justiça após o término de sua exibição no SBT. A novela mexicana tinha a atriz Angelique Boyer como a protagonista.
De acordo com informações da jornalista Patrícia Kogut, a trama – que era exibida no fim de tarde e início da noite – era livre, mas houve um primeiro pedido para que o folhetim fosse alterado para “não recomendado para menores de 10“, logo depois “para 12 anos“.
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Não satisfeitos com a edição da emissora de Silvio Santos, alegando que “os ajustes realizados pela emissora não foram suficientes para sustentar essa classificação“, o MJ pediu para que a trama “não fosse recomendada para menores de 14 anos“. Agora não precisa mais, não é?
Autor(a):
Fernando Lopes
Apaixonado pelo mundo da televisão, Fernando Lopes escreve sobre o assunto no TV Foco desde 2013.